Liberdade, que o despotismo acérrimo condena...



"Liberdade querida, e suspirada,
Que o despotismo acérrimo condena;
Liberdade, a meus olhos mais serena
Que o sereno clarão da madrugada:

Atende à minha voz, que geme e brada
Por ver-te, por gozar-te a face amena;
Liberdade gentil, desterra a pena
Em que esta alma infeliz jaz sepultada.

Vem, oh deusa imortal, vem, maravilha,
Vem, oh consolação da humanidade,
Cujo semblante mais do que os astros brilha:

Vem, solta-me o grilhão de adversidade;
Dos céus descende, pois dos céus és filha,
Mãe dos prazeres, doce Liberdade!"

"Liberdade Querida, E Suspirada", poema de Bocage, Setúbal, 1765-1805

3 comentários:

Hanah disse...

Vitor,

Deixei-te um desafio lá no blog...

Boa semana

Abração

Hanah

lupussignatus disse...

Olá Hanah!

Honrado pela atenção, distinção e coração, mas não me leves a mal não entrar nestas correntes...

São outras as correntes que me movem. Por exemplo: o fiozinho de água que corre manso e poluído, mas almeja pôr a vida que um dia teve num turbilhão...

Abraço de algas e sargaços,

Vítor

Hanah disse...

Fique a vontade querido ...


Abraços de Céu Estrelado..

Hanah