Os braços do rio...

ávido
de outro leito
os braços do rio
prescutam na rocha
a foz
do regaço
Foto e poema
de V. Solteiro
Parque Nacional da Peneda-Gerês

7 comentários:

mariah disse...

poema da presença constante...gosto deste fluir...

(...)ou como diz Drummond "MÃOS DADAS "

"Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente."


mariah

Mïr disse...

Gerês, paradisíaco refúgio...
Fonte de inspiração (inspiração) e expiração.

Vieira Calado disse...

Muito bem concebido!

Cumprimentos

icendul disse...

e deste lado da leitura, esticam-se os braços para grafar a gratidão pela partilha dos versos.

Meg disse...

Belíssima a imagem poética.
Belíssima a imagem do rio retalhando as pedras no seu percurso. Lindas!

Um abraço

Lena di Bari disse...

Há um rio que corre em mim
claro e profundo
desde as lembranças mais
longínquas
do tempo em que eu era
menina
e me perdia
nos seus braços.

***

maré disse...

deslizei

na corrente

e

acordei

na outra margem

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