Pouca terra...
























na plataforma do escuro
des.espero
pela incandescência
dos carris
por uma febril faísca
que mova
o frio
o fio
da memória


na carruagem
das anémonas
prescruto
a eléctrica tensão
dos dormentes rostos
presos à locomotiva
de um sopro


[senhores passageiros
dentro de momentos
vai dar entrada
na linha número um
o comboio com destino
ao país dos anestesiados]


Fotografia e texto
de V. Solteiro

14 comentários:

Carmo disse...

Adorei o poema, sobretudo a última frase"...pais de anestesiados De facto parece que somos todos zombis

Bom fim de semana

beijinhos

Carmo

Lídia Borges disse...

[na plataforma do escuro
des.espero
pela incandescência
dos carris
por uma febril faísca
que mova
o frio
o fio
da memória]

Esperemos então...

L.B.

Graça disse...

belo poema... gostei particularmente do final.


beijo meu.

Sonia Schmorantz disse...

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos. 
Nem tão longe e nem tão perto. 
Na medida mais precisa que eu puder. 
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida, 
Da maneira mais discreta que eu souber. 
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar. 
Sem forçar tua vontade. 
Sem falar, quando for hora de calar. 
E sem calar, quando for hora de falar. 
Nem ausente, nem presente por demais. 
Simplesmente, calmamente, ser-te paz. 
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender! 
E por isso eu te suplico paciência. 
Vou encher este teu rosto de lembranças, 
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa

Um domingo de paz e amor junto aos seus!
abraço

maré disse...

porque o tempo

traz

e desfaz



urdidor

de

sombras


__
beijo V

Silvana Nunes .'. disse...

Boa noite.
Lindas palavras. Gostei daqui.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja um bom feriado para você.
Fique na PAZ !
Saudações Educacionais !

Jefferson Bessa disse...

o anúncio do poema.
a voz do poema comunica
o destino
terra de mortos-vivos
muito bom, amigo!

abraço,
Vitor!

icendul disse...

avança a locomotiva sobre a linha que o homem sulcou.avança a máquina, e o homem, seu demiurgo, nem sempre acompanha o movimento: no cais, esquece o km por forjar, atido, ferreamente, à estação antiga.

beijinhos*

Sonia Schmorantz disse...

Páscoa...
É ser capaz de mudar, 
É partilhar a vida na esperança, 
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente, 
É viver em constante libertação, 
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida, 
É investir na fraternidade, 
É lutar por um mundo melhor, 
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço, 
É uma nova chance para melhorarmos 
as coisas que não gostamos em nós, 
Para sermos mais felizes por conhecermos 
a nós mesmos mais um pouquinho. 
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.
Feliz Páscoa!
Um abraço

Carmo disse...

Passei para lhe desejar uma feliz Páscoa

Beijinhos


Carmo

Kézia Lôbo disse...

Adorei o poema todo!

gabriela r martins disse...

apesar de um pouco arredada ,acabei de dar entrada na plataforma número e retardo.me ,propositada mente ,face a "Pouca terra..."......


.
um beijo

Jefferson Bessa disse...

Amigo, tem um poema de sua autoria no meu blog Lendo Poesia.

Um abraço, amigo.

Jefferson.

日月神教-任我行 disse...

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