Beijos e vulcões



"(...) E andei como um ferido pelas ruas
até perceber que havia encontrado,
amor, meu território de beijos e vulcões."


Pablo Neruda, in Cem Sonetos de Amor, Soneto V, tradução de Albano Martins, editora Campo das Letras

2 comentários:

maat disse...

esta edição fez-me relembrar e rever um poema que ,hoje, publiquei sob o título "os nomes do chão"...
alimentam-me estas palavras, que vai dizendo, por si, ou por outros...
quando no final, percebermos que " eu + eu = 1= 0"
todos os vulcões serão Um e todas as "terras" serão o futuro do universo, que já é...

a minha gratidão vem da Fonte.


***maat

lupussignatus disse...

O mal seca e esmirra

perante a frescura da seiva

das palavras.

Esse líquido rumoroso de

esperanças não é unívoco

- circula como uma nora e

seus alcatruzes.

Em eterno retorno.

Assim é a gratidão...


Vítor