O tron[c]o do outono


Quando a folha
cai
levanta-se o chão
vestido de madre-pérola


Assim o dedo nu
ao florir
no arco do peito 


Texto e fotografia
V. Solteiro


6 comentários:

maria azenha disse...

..."levanta-se o chão vestido de madre-pérola..."

a sagração da terra.



dos mais belos poemas,

***

Jefferson Bessa disse...

imagens que se levantam, brotam, crescem...lindo poema, Vítor!
Abraços.
Jefferson

icendul disse...

o chão do peito é húmus de todas as escaladas. abaixo do peito, o coração bombeia propósitos e os pulmões insuflam decisão.

que o outono nos regenere como este poema assim o fez em mim.

beijinhos e obrigada pela partilha.

Luiza disse...

Teu espaço anda maravilhoso, cheio de arte e poesia. Um beijo.

Leonardo B. disse...

[os ofícios da estação,

por dentro da palavra,
renascem]

um abraço,

Leonardo B.

Lídia Borges disse...

De quando o outono é rei.

L.B.