Livro-vivo...



folheio o corpo da montanha
como um livro
vivo.

primeiro, tomo o pulso ao cume
e aos hirtos abetos
que resistem
à brancura da página.

quando por fim estanco
no gume do desfiladeiro
deixo os seixos rolar
pelos dedos de bruma

Texto e fotografia
de V. Solteiro

15 comentários:

Lídia Borges disse...

Ler uma montanha nas entrelinhas só mesmo para os poetas...

L.B.

maria azenha disse...

...o corpo transmudado para o Corpo-Terra...a transcendência...


***beijo

contagotas disse...

Montanha feita livro, incrível leitura!

MariaIvone

Graça disse...

Belo. Apenas.


Um beijo.

. intemporal . disse...

.

. e por ora a montanha pariu a sílaba que duplicaste à dor e hoje é palavra que sendo nó e nunca dó mas mesmo assim é sempre maior .

.

. um abraço .

.

. paulo .

.

gabriela r martins disse...

......há palavras que nos mordem como se tivessem dentes.....




.
um beijo

Carmo disse...

Maravilhoso!!!
Beijo

helen ps disse...

Li história de pedras, de terra, de árvores, de vidas.

bjins

PAZ e LUZ

MUSICA ESCARLATE disse...

A Arquitectura das Palavras, faz parte de um excelente blog. Muito belo. Parabéns!
;))

. intemporal . disse...

.

. porque re.ler é ler sempre como se fora a primeira vez .

.

. re.abraço .

.

. paulo .

.

Jefferson Bessa disse...

Quando se abrem as escrituras naturais. A fotografia se mescla lindamente ao poema. Um abraço, amigo!

Jefferson.

Sílvia disse...

E deixo o Sol nascer por trás da montanha.

Um beijo

FlorAlpina disse...

Sublime!

Bjs dos Alpes

gabriela r martins disse...

excelente




.
um beijo

Menina Marota disse...

... por entre a bruma e os seixos invisíveis que, entre a dor e a alegria, se revestem os abetos da vida, assim se arquitectam palavras que como um livro nos dá a consagração do viver a natureza dentro de nós.