Oxalá...


"Podem pisar-te como à erva ruim
E dizer que essa terra não é tua,
Podem matar os teus, sacrificar-te,
Pretendendo que o teu reino é o da lua,
Podem forças obscuras conjurar-se
P'ra roubar o que desde sempre te cabia,
Podem queimar-te e arrasar-te
Mas não negar a luz do dia.
Podem erguer um muro de mentira
Para deter os ventos do deserto
Mas eles amam-te e são teus
Sempre voltarão e hão-de ficar perto.
Teus filhos hão-de saber salvar-te,
Terra mártir, altiva e beduína,
E a meiga pomba da paz e da alegria
Pousará, de novo, em ti, ó Palestina."


"Palestina", poema de Adalberto Alves

Este poema foi lido pela primeira vez durante a Exposição Cultural Palestiniana levada a cabo em Beja, em 11 de Julho de 1986.

Ao poeta, ensaísta e tradutor Adalberto Alves foi recentemente atribuído o Prémio Sharjah para a Cultura Árabe, criado pela Unesco.


"Palestina Liberta!", fotografia de Vladimir Melnik, in http://www.photoforum.ru/

4 comentários:

Vieira Calado disse...

Prémio bem merecido.
O poema é belo e muito actual.
Um abraço.

mariah disse...

Obrigada.
Prémios são re-conhecimentos,umas vezes de boa consciência, Outras, de má consciência.
Neste caso é um Prémio valioso.

Afecto,

SMA disse...

Por isso os direitos deviam ser isso mesmo, direitos... não conquistas, do retirado!
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belissimo
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bjo doce

rosasiventos disse...

so r riso :)