A vida não se explica...



"Sou um mero espectador da vida, que não tenta explicá-la."

Raúl Brandão, escritor, in "Memórias - Volume I"
Fotografia de Honey, denominada "L' automne", in www.olhares.com

8 comentários:

Dalaila disse...

Da vida não podemos ser espectadores, mas intervenientes, quer em causas que acreditemos, quer em agarrar o que melhor a vida pode ter.

Os espectadores serão sempre os incógnitos, os que não se esforçam para entrar na peça, os que não têm lutas, os que não dão a mão a nada, nem a cara, não vivem, nem sequer ssobrevivem.

Estar dentro com todas as cambalhotas que a vida dê é participar, é respirar, é acordar é sobretudo ver os outros também, e acima disto tudo é ser-se alguém verdadeiramente.

Agora a vida não se explica, mas entende-se por dentro, vivendo-a.

Um beijo com vida, boa semana

maat disse...

a vida implica-nos e explica-nos. por isso mesmo...compromete-nos ...por vezes julgamos que os nossas qualidades existem para nós, um engano -são-nas em função do Outro.
E o que não temos, será o Outro a supri-las. E é neste " jogo" de incompletudes que nos reconhecemos...nos laços da fraternidade.


Utopia? Talvez!
Muito se falou em Pátria, alguma coisa se falou em Mátria.
Falta cumprir-se a FRÁTRIA!


boa semana ( continuaçõ)
***maat

Mïr disse...

Isso é o que os senhores estadista querem de nós!

A vida quer mais de nós do que a mera assistência...


Bom dia.

Maria João disse...

No meio do escuro da vida, sorrio para ela.
Eis a minha poção magia de transformar a tristeza em alegria, a escuridão em claridade, o silêncio em música celestial.
Depois até me riu de mim mesma...
Creio que a própria vida é o único segredo. Este segredo só se compreende na partilha com os outros, porque só os outros podem compreender a essência da vida, hora a hora, dia a dia, ano a ano....
Obrigada pela partilha das tuas palavras, elas já fazem parte da minha vida.

E já agora....começa a fazer círculos....

“vivo a minha vida em círculos cada vez maiores
Que se estendem sobre as coisas
Talvez não possa acabar o último
Mas quero tentar”
Rainer Rilke, in “O livro das horas”

Dia solar para ti

lupussignatus disse...

Olá Dalaila!

De acordo. Não podemos passar incólumes pela vida, como coisas inanimadas :)

Aprecio a reflexão que os posts despoletam. Sinal de que não aceitamos tudo amorfamente. E que pensamos, vivemos, agimos e... erramos.

Seres errantes: isso é a vida na sua plenitude!

Beijo. Semana vívida...

lupussignatus disse...

Olá Maat!

O compromisso que temos com a vida implica responsabilidade, dever, ética.

Um deles é, concordo contigo, a fraternidade para com o nosso semelhante.

Como peças de um puzzle, que se interligam e encaixam na perfeição, só existimos em função do Outro.

Isolados, somos ilhas.

São esses laços que também desejo fortalecer com estes, digamos, provocadores.

Que seria de nós sem a utopia?

Continuação de uma semana fraterna.

lupussignatus disse...

Olá Mir!

Olho vivo, o teu...:)

O assistencialismo é irmão da desistência.

A existência requer o oposto: acção social.

Em defesa dos injustiçados. Contra os desmandos dos poderosos...

Dia límpido.

lupussignatus disse...

Olá Joaninha!

Sorrir para a vida e sorrir da vida, mesmo quando ela se nos apresenta madrasta e feroz, é capaz de ser uma das chaves mestras para uma maior paz de espírito e para atingirmos uma réstia de equilíbrio interior.

Circunferência perfeita, polvilhada de estrelas e tempestadas, de tufões e corais, a vida só faz sentido quando a geometria dos afectos suplantar as arestas do quotidiano.

Dia de claves de Sol :)