De mãos dadas com Liberdade



Abril flui
em cada vogal

Abril chora
em cada pétala
de orvalho

Abril jorra luz
em todos os becos

Abril floresce
na alva madrugada

Abril amanhece
em cada esperança

Abril cresce
na temperança

Abril frutifica
a árvore
da fraternidade

Abril dá alento
porque fala verdade

Abril é muito mais que
cheiro a cravos

Abril é todo o jardim

onde passeamos
de mãos dadas
com Liberdade

V. Solteiro, 24.04.07

6 comentários:

Om-Lumen disse...

Um abraço amigo arquitecto das palavras...

Om-Lumen

maat disse...

Abril chama-se Maio,Abril já foi...sempre exisitiu nos ramos da fraternidade...
è um poema intemporal,este, pois vai para além de todos os meses do calendário...
Amo a força das palavras que escreveste, e que atravessam todo o poema. vejo-o, sinto-o, e não sei explicar melhor...


***maat

lupussignatus disse...

Olá Om-Lumen!

Bem vindo a bordo... Que a navegação seja proveitosa e leve a bom porto - um porto sem amarras.

Abraço de maresia

lupussignatus disse...

Olá Maat!

Não precisas explicar melhor...porque te explicaste muito bem!

Abril é um calendário de folhas verdes e viçosas, à espera de serem arrancadas pelo tempo...

O tempo somos nós que o construímos, arquitectos de esperanças e desesperanças...

Obrigado pela força das tuas palavras...

Maria Costa disse...

Abril, começa e termina dentro de cada um de nós.

lupussignatus disse...

Olá Maria Costa!

Por isso, Liberdade pode ser também o nome de uma criança e as linhas que o futuro tece...